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Manifestação contra remoção na Favela do Campinho, 2/2
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por bruno zornitta - 01/02/2011
rio de janeiro | RJ |
Data:
01/02/2011 - 17:00
Os moradores da Comunidade do Campinho realizarão uma manifestação amanha, dia 2 de fevereiro, às 07 horas. Os moradores vêm sofrendo com a política de remoção da prefeitura do Rio de Janeiro. No caso da Favela do Campinho, as ameaças se referem às obras para a construção da Transcarioca, via projetada para ligar o aeroporto internacional à Barra da Tijuca. Como é prática corrente no munícipio, os moradores ficaram sabendo que estavam sendo alvo de despejo através dos meios de comunicação e a partir de boatos no próprio bairro.
Além disso, a prefeitura se nega, assim como em outros casos na cidade, à fornecer o projeto. Importante lembrar também que em nenhum momento os moradores desta comunidade foram consultados sobre a obra, muito menos participaram da elaboração do projeto. Sabe-se apenas que a prefeitura quer construir, próximo à comunidade, um mergulhão no entrocamente entre as avenidas Intendente Magalhães e Ernani Cardoso e as ruas Candido Benício, Domingos Lopes. Para quem conhece a área, não há motivo razoável para retirar a comunidade.
Mesmo assim, iniciou um processo de pressão e ameaças aos moradores para que estes saissem. Inicialmente, como os moradores ocupam uma área particular, a prefeitura não ofereceu nenhuma alternativa. Após os moradores se organizarem e acionarem a Defensoria Pública, surgiu a "alternativa" de uma casa no bairro de Cosmos. Os moradores questionaram a alternativa, por considerá-la insuficiente e por provocar alterações profundas em suas vidas, como o risco de muitos perderem o emprego ou, para os que trabalham informalmente, perderem a oportunidade de obterem renda numa região movimentada e de ampla circulação como a de Madureira/Cascadura. Mas a prefeitura iniciou o procedimento de despejo, de maneira irregular, fazendo ameaças e dizendo que se os moradores não aceitassem, não ganhariam mais nada. Quem se recusar, será retirado à força e seus pertences jogados na rua.
Por conta de toda essa arbitrariedade, os moradores decidiram realizar um protesto e gostariam da participação dos companheiros de outros movimentos sociais e comunidades da cidade.
É preciso barrar a política de remoções da prefeitura. A Copa do Mundo e as Olimpíadas não podem ser usadas para limpar a cidade dos pobres!!!
Dia: 02 de fevereiro, quarta-feira
Local: Largo do Campinho, bairro do Campinho (entre as avenidas Intendente Magalhães e Ernani Cardoso e as Ruas Candido Benicio e Domingos Lopes)
Horário: 07hs
Conselho Popular do Rio de Janeiro












Comentários
Essa proposta de remover de os moradores da Favela de Campinho para Cosmos é inaceitavel. A comunidade local aglutinou valores e construiu a cultura local. Toda comunidade é parte do povo que contribuiu com a economia do bairro durante anos que fez sua escolha de morar na Favela Campinho. Exiatem os elementos que fizeram os moradores criarem a relação de pertinencia ao bairro. Todos cresceram, criaram seu filhos e fizeram amigos na Favela Campinho e construíram a rotina de sobrevivencia no contorno do bairro.
Durante o passar dos anos ,os moradores da Favela de Campinho, pacificamente,foram condicionados a viverem e usufluírem dos serviços públicos proximo da comunidade e do bairro como escolas, hospitais, praças e areas de lazer. As crianças fizeram sua rede social nas escolas locais e praticam atividades esportivas nos clubes recreativos do bairro. Fora o fato de que o local é via de acesso às praias da Barra e Recreio,principal opção de lazer do carioca. O ÚNICO MODO de fazer os gestores da Prefeitura não mexerem com os moradores, usando de ameaças da força e tentativa de demolição aleatória, é umademonstração de mobilização,via associação de moradores, trazendo para os jornais e telas da Internet os nomes dos engenheiros e administradores municipais que estão fazendo o papel de eminencias pardas e garotos de recados do empreiteiros e políticos interessados na remoção dos moradores, em detrimento do direito inalienável dos moardores de permanecerem no local,pacificamente em suas casas.
Dar nomes aos bois é a principal estratégia políica que pode fazer os protagonistas operacionais destas ameaças de remoção a pensar duas vezes antes de obedecerem a comandos pólíticos e administartivos que ferem os direitos humanos de crianças, adolescentes ,idosos,mulheres grávidas e trabalhadores, por conta própria, que tiram seu sustento dos serviços prestados a clientela local.
Os tempos mudaram no Brasill com a promulgação da nova Carta Magna,onde foi insculpido que o cidadão tem direito a sua moradia. Para tanto,a Constituição Federal consagra o lar como lugar inviolável. O maior problema é a relação do poder público da Prefeitura com o Poder Judiciário, Ultimamente, A midia tem mostrado a atuação do Poder Judiciário no Brasil em prol do poder econômico, fazendo acordos espúrios com os agentes políticos do P. Executivo, seus co-irmaos. Contudo,é hora de acionar os vereadores que se elegeram com o voto da Comunidade.
Por outro lado, a atuação da MIDIA alternativa é fundamental para fazer valer a transparência,neutralizando o uso da força por parte do Poder público. As fotos da comunidade com suas crianças é uma estrategia contra o arbítrio e covardia do Poder Público. Fazer um relatório do modus vivendi da Comunidade, esmiuçando os detalhes da vida economica e de sobrevivencia de cada morador evita que os interessados no despejo da comunidade com ações precipitadas, pois as provas destes relatórios enviadas para as entidades de direitos humanos e divulgados na Mídia mostra a realidade dos fatos sem a manipulação dos classe política interessada na desapropriação e remoção.
O sucesso da luta dos moradores vai deender da organização política da comunidade local, que deve saber os nomes do lideres da comunidade e seus respectivos papeis. Nada pode ser escondido dos moradores da comunidade. A comunidade deve estar atenta aos políticos que pregam o caos e a política de terra arrazada para poderem faturar com propostas imediatistasm sem passar pela votação da comunidade. A Comunidade deve ter um Plenário que vote e exija dos representantes locais as satisfações dos seus atos exercidos em nome dos moradores. É ponto pacifico quel toda liderança tem o aval e confiança do coletivo. O verdadeiro lider dar satisfação de tudo que faz para os moradores.
A realidade é que os políticos não vão querer se queimar com uma ação de remoção dentro da cidade do Rio de Janeiro, em vésperas d eleições. Hoje , todos, que são do povo, não aprovam remoções. NÃO É POLITICAMENTE CORRETO FAZER REMOÇÃO DE FAVELAS e de COMUNIDADES.Quem estiver por trás de remoções, politicamente, não se elege nem para síndico.
Não se faz mais remoções na surdina. Tudo pode ser filmado e colocado na Internet. dando nomes do Prefeito,veredores e gestores municipais, enhenheiros e nomes da empreiteiras envolvidas.
O primeiro recado a ser dado para os moradores é que não assinem nenhum papel em branco. Procurações só devem ser assinadas se forem de prepostos votados pela comunidade ou aprovada na assembleia da Associação de Moradores. Não aceitem nenhum dinheiro da Prefeutura ou de Representante de Empreiteira em troca de sua moradia ou como condição de aceite de Remoção. Não aceite nada em pecunia como sendo um sinal de aceite e acordo de vontade de sair do local. Não assine nehuma proposta neste momento sem a orientação do advogado ada Associação de Moradores. Denunciem os infiltrados no movimento que vestem pele de cordeiro,mas são lobos. Tenham a listas dos lideres legítimos da comunidade decoradas. Não aceitem estranhos na liderança,ou lideres iniciantes, com propostas de que todos receberão suas casas em bairros melhores - isso é discurso de traidor infiltrado. Não aceitem propostas para agirem com reação violenta. Pacificamente, organizem passeatas e manifestações públicas com palavras de ordem contra a violencia e remoção dos moradores que deem visibilidade do evento para o povo do local e para a Mídia, demonstrando que a luta pela moradia é um direito que se conquista pela via da organização politica e mobilização dos movimentos sociais locais.