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Feras que levantaram o Circo Voador em 2011 nos contam o que rolou de lá pra cá
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por Paloma Silbar - 20/07/2012
Padre Miguel | RJ |
Um ano após a participação no show de 10 anos do Viva Favela no Circo Voador, Periferas contam como está a vida e a carreira
No dia 21 de julho de 2011, um show no Circo Voador entrou pra história do Viva Favela. A comemoração dos 10 anos do projeto uniu Elza Soares, Luiz Melodia, BNegão e Gerson King Combo a talentosos músicos das comunidades fluminenses, mas desconhecidos da indústria fonográfica. Estes artistas são os próprios “Periferas Musicais”, nome da série de web documentários do Viva Favela (em parceria com a 2 Palitos Multimídia) sobre 16 personagens que tem em comum a música, a periferia e a produção independente.
João Black, Antares Jazz Big Band e Us Neguin Q Não C Kala foram alguns dos Periferas que se apresentaram na festa de 10 anos do Viva Favela. Durante o show, eles puderam cantar, tocar e dançar com seus ídolos. Agora, esses artistas estão pelo Rio de Janeiro, cada qual em sua comunidade, realizando diversos trabalhos artísticos e sociais. Eles viram muita coisa acontecer em suas vidas e carreiras nestes exatos 12 meses após o show no Circo e divulgação dos “Periferas Musicais” no nosso site.
João Black, o showman do Arará, foi um dos pontos altos da Festa Multimídia no Circo Voador. O dueto com Gerson King Combo mostrou-se uma verdadeira ode à black music brasileira. Hoje, Black está com a produção voltada para o seu novo CD “João Black Show”, que está para ser lançado em agosto deste ano. Trata-se de uma regravação do primeiro CD, com novos arranjos e trabalhos de edição.
Para Marciano Lima, correspondente e designer gráfico do Viva Favela, responsável pela indicação do cantor durante as oficinas de web documentário e um de seus assessores, a participação de João Black no show do Circo Voador e na série “Periferas Musicais” ajudaram na divulgação deste artista, que já era mais que conhecido na comunidade do Arará. “Depois do vídeo publicado no Viva Favela, várias emissoras de TV, como a Globo e a Record, procuraram ele”, relatou.
O figurino, a dança, o “funk família”, a história, tudo isso chamou a atenção de alguns veículos da grande imprensa. No ano passado, o G1 fez uma matéria que mostrou a trajetória de João Black, desde o trabalho como dançarino na banda de Tony Tornado até a gravação de seu DVD em 2009. Também no ano passado, o cantor participou do programa “Hoje em dia”, da Rede Record, onde foi chamado de “James Brown do subúrbio carioca”.
Neste mesmo período, Us Neguin Q Não C Kala viu sua agenda ficar movimentada. “Fomos chamados pra fazer show em São Paulo, além dos eventos do Rio”, conta DJ Bola, um dos integrantes do trio de hip hop da Penha, que também é formado por Mais Preto e Carlinhos da Paz. Bola também falou sobre outros projetos, fora da área da música, que também envolveram Us Neguin: “Estamos participando da construção de um livro sobre política que vai ser lançado no Brasil por uma editora alemã. Também apareceu a oportunidade de participar de um documentário sobre favela, que ainda está sendo filmado”.
O maior legado que a festa do Viva Favela deixou para Us Neguin foi a oportunidade de se apresentar com BNegão. O grupo nunca havia cantado com o músico, apesar de já se conhecerem pessoalmente de outros eventos. Hoje, o trio está tocando uma parceria com BNegão, fomentada pelo encontro no Circo Voador do ano passado. "A ideia da parceria ja existia, mas nunca de fato tivemos tanto contato para conversar quanto tivemos enquanto rolava as preparações do show, ensaios e encontros", afirma Bola.
Para o Antares Jazz Big Band (AJBB), a participação no show do Viva Favela foi o início de importantes acontecimentos e projetos. Após divulgação na internet do vídeo de apresentação no Circo Voador, onde eles tocaram com Elza Sores e Luiz Melodia, a Big Band conseguiu arrumar o espaço da quadra da comunidade de Antares para o ensaio de seus 22 componentes.
Anderson de Souza, o Dando, um dos integrantes da banda, entende a festa de 10 anos como um divisor de águas para o Antares Jazz Big Band (AJBB). "Aquele momento do aniversário do Viva Favela foi um marco, é antes e depois, com certeza", acredita ele. Dando também também falou da importância do web documentário sobre a orquestra na série "Periferas Musicais", que o AJBB pôde usar como portfólio. O resultado foi a conquista de parcerias, shows e a criação do Centro Revolucionário Inovação e Arte, a CRIA.
A ONG CRIA foi fundada em 2011 e já ganhou um edital de cultura digital da Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro. CRIA atua em Antares, favela de Santa Cruz, distante do Centro e dos olhares governamentais. O intuito do projeto é centralizar atividades de inclusão social e digital, ramo que Dando conhece bem.
Funk, hip hop e jazz, não importa o ritmo, o show tem que continuar! E a luta também...
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Comentários
Todos são mto bons... Ótimo texto tbm!