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Olívia Bandeira
O teatro mágico de Nova Iguaçu
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por Letíciaa.R - 29/06/2012
Nova Iguaçu | RJ |
Uma empresa que produz peça teatral, campeonatos de xadrez e cultura na Baixada Fluminense. Você já ouviu falar na Empresa de Produções? Mesmo com pouco tempo no mundo dos espetáculos, a iniciativa de Bruno Moura pretende acabar com o estigma de que só a classe alta gosta de teatro. “Precisamos tirar essa coisa de que o teatro é elitizado”, diz o empresário.
Bruno, que também faz teatro, começou sua empresa depois de assumir uma peça que estava sem diretor. Hoje, os cinco integrantes da antiga companhia são seus companheiros de trabalho e já planejam muitos projetos juntos. Um deles é o Circuito Baixada, que pretende rodar por várias cidades com apresentações de peças teatrais.
O empresário acredita que com um bom trabalho de divulgação as pessoas vão assistir teatro. Para ele, quem mais frequenta o teatro é a própria classe artística, e até mesmo na Baixada é assim.
Cultura na periferia
Produção cultural na Baixada Fluminense é uma atividade pouco valorizada, e, mesmo com o estímulo governamental - como os pontos de cultura, Lei Federal de Incentivo à Cultura e a Lei Rouanet, e também editais para projetos específicos, lançados periodicamente - é complicado fazer cultura por aqui. Atualmente existem diversas leis de incentivo, mas a questão é conseguir ser aprovado pela primeira vez. “Fazendo um bom trabalho o governo chega junto”, diz ele. E completa: “Na Baixada, faltam pessoas que incentivem a arte e parceiros que acreditem em um bom trabalho – e um teatro de verdade”.
Segundo Bruno, Nova Iguaçu não tem muitos equipamentos culturais e, até por isso, o mercado cultural é muito restrito. A oportunidade de poder fazer adaptações teatrais e oferecer cultura por um preço mais baixo chamou a atenção da empresa. As peças são produzidas com atores que não são profissionais. “É bom pro ator que trabalha na sua própria área e bom pra cidade que recebe uma obra de qualidade”, diz Bruno.
Para os moradores da região, a falta de opções de lazer incomoda, e acreditam que a Zona Sul é privilegiada em relação a isso. Acreditam que se na Baixada tivesse o leque que tem em outros lugares, as pessoas com certeza iriam. Flavia Sá, moradora de Nova Iguaçu reclama que “Se quer ver uma peça tem que ir lá à Zona Sul. Aí nem rola e as atividades culturais pior ainda.” Para ela, espaço na cidade para estrutura cultural existe, mas falta incentivo. “A Baixada deixa muito a desejar, aqui é morto culturalmente falando”, completa Aurélio Ricardo, morador da cidade.
Com pouco tempo de atividade, a Empresa de Produções está participando também na produção gráfica do Primeiro Campeonato de Xadrez de Nova Iguaçu. O evento é o primeiro da cidade e acontece em agosto, numa das quadras mais antigas do município, o Morro Agudo Futebol Clube. Crianças e adultos podem participar. O Campeonato terá direito a prêmio até o décimo lugar.
Mesmo com pouco tempo de atividade, a Empresa de Produções ainda tem muito o que oferecer para a população da Baixada. O Circuito Baixada é seu projeto futuro. Bruno acredita que as pessoas gostam de teatro, de atividades culturais, só precisam ter opções. E realizando peças a preços acessíveis ele acredita que as pessoas “vão ficar mais sensíveis a cultura”.
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Comentários
Exato! Não podemos concentrar a cultura somente na zona sul. O lazer deve ser para todos!
É isso aí, precisamos fomentar a cultura nas periferias do Rio de Janeiro. Baixada, zona oeste e zona norte querem mais teatro, mais música, mais opções de lazer!
Ótima iniciativa!