Oficinas
Desde 2001 o Viva Favela contribui para a formação de comunicadores, os correspondentes comunitários do projeto. O Viva Favela capacita esses correspondentes em oficinas desenvolvidas pelo próprio projeto ou em parceria com outros projetos e organizações sociais, pontos de cultura, cursos e escolas de formação na área de comunicação, ou ainda através do trabalho voluntário de profissionais da área.

Programa de Formação
O Viva Favela possui um Programa de Formação de Correspondentes Multimídia, a partir do qual oferece cursos e oficinas de jornalismo cidadão com aproveitamento de tecnologias multimídia, formando comunicadores aptos a pensarem e criarem novas representações para suas comunidades, se expressarem livremente sobre temas de seu interesse, e a utilizarem ferramentas como câmeras compactas de vídeo, telefones celulares, câmeras digitais de fotografia, gravadores digitais de áudio e software livre, além de explorarem o potencial das mídias sociais e da internet.
Ao estimular que moradores de favelas e periferias urbanas se tornem comunicadores e produzam conteúdo, retratando essas regiões de forma não estigmatizada, o Viva Favela estimula uma visão crítica sobre a realidade vivenciada por cada um. E abre os olhos daqueles que não conhecem as comunidades como elas realmente são. Assim, cumprimos nossa missão de promover a cidadania e a integração social.
Revista Viva Favela
A Revista Viva Favela oferece a correspondentes de todo o Brasil a oportunidade de dialogar com um editor convidado, especializado em um determinado tema, e conhecer melhor não apenas o tema trabalhado mas o processual jornalístico, que envolve prática de apuração, reportagem, entrevista e pesquisa. Os correspondentes selecionados para terem seus conteúdos publicados na revista são remunerados para tanto e participam de reuniões de pauta virtuais, em que a experiência de troca e compartilhamento de informações ocorre entre editores e colaboradores de forma livre e espontânea. Não raro, o correspondente é levado a se questionar sobre o seu próprio olhar sobre a comunidade em que vive, buscando rememorar o que pode ser valorizado ou o que deve ser denunciado, como isso pode ser feito, quais as principais fontes de dados e opiniões sobre o tema, a quem esta informação deveria ser direcionada, que impacto ela pode ter e que desdobramentos podem ser esperados.
Ponto de Cultura Papo Cabeça
O Ponto de Cultura Papo Cabeça iniciou suas atividades em 2005, em sintonia com o programa “Papo Cabeça” da Rádio Viva Rio (AM 1180kHz). Com o fim da Rádio, por conta da retomada da estação pela empresa que cedia o “dial” ao Viva Rio, o foco do Ponto de Cultura Papo Cabeça passou a ser a Internet -- inicialmente através do site “Qual Vai Ser?” e, desde 2007, através do Viva Favela.
Em 2005 e 2006 foram realizadas diversas atividades como oficinas de DJ, Canto e Percussão, jornalismo radiofônico, shows e gravação de CDs de bandas novas, além de sorteio de bolsas de estudos em universidades parceiras.
Em 2007, o Ponto de Cultura Papo Cabeça promoveu uma série de eventos musicais no Morro do Cavalão, em Niterói, em parceria com a Associação de Moradores do Cavalão e com o Grupamento de Policiamento em Áreas Especiais (GPAE), da Polícia Militar. Foram realizados espetáculos gratuitos com artistas como Tia Surica, Gabrielzinho de Irajá, Farofa Carioca, e grupos da própria comunidade, que se apresentaram no palco construído pelo Viva Rio.
Em 2008, nova série de Oficinas de Canto e Percussão foi realizada no Morro do Cavalão e começamos a implementar oficinas-piloto de Comunicação Multimídia, unindo capacitações para jornalismo online, fotografia documental, produção audiovisual para web e introdução à produção colaborativa de conteúdo. Na Estação Futuro de Nova Brasília, no Complexo do Alemão, fizemos oficinas de Internet e Introdução à Produção de Conteúdo Multimídia, com a colaboração do Instituto Overmundo.
Em 2009, o Viva Favela realizou oficinas de capacitação de correspondentes multimídia ao longo de seis meses, formando um grupo de 15 novos correspondentes e contando com os seguintes professores: Bruno Rodrigues (Redação para a Internet); Felipe Varanda (Fotografia); Henrique Barone (Edição de Vídeo); Renato Oliveira (Edição de Áudio); e Rodrigo Savastano (Produção Multimídia e Realização de Vídeos).
A partir de 2010, as oficinas passaram a ser parte do plano de ação do Viva Favela, que herdou a chancela de Ponto de Cultura por estar 100% integrado à proposta original do Ponto de Cultura Papo Cabeça.
Intercâmbio
O Viva Favela mantém desde seu lançamento uma parceria com o professor de Mídia e Direitos Humanos Peter Lucas, da New York University e The New School, nos EUA. Todos os anos o projeto recebe estudantes de Nova York que atuam como voluntários no Rio de Janeiro e interagem com correspondentes em projetos localizados nas comunidades.











