O Cacique de Ramos foi fundado em 20 de janeiro de 1961, dia de São Sebastião, em Ramos, na zona da Leopoldina, por três famílias: os Félix do Nascimento (Ubirajara, Ubirany e Ubiraci), os Oliveira (Walter, Chiquita, Sereno, Alomar, Jorginho e Mauro), e os Espírito Santo (Aymoré e Conceição). Desde então, o bloco fez história nas ruas e na música popular brasileira, sob o comando de Bira, seu primeiro e único presidente.
O Cacique revelou diversos compositores e cantores, sob o olhar da madrinha Beth Carvalho. De sua mitológica quadra, debaixo da tamarineira, saíram Jorge Aragão, Zeca Pagodinho, João Nogueira, Almir Guineto, Jovelina Pérola Negra, Luiz Carlos da Vila, Arlindo Cruz, Anderson do Molejo, Dudu Nobre, e tantos outros, além do grupo Fundo de Quintal, que sobrevive mesmo depois de várias formações. Assim, fez história da música popular brasileira, sem deixar de fazer um belíssimo Carnaval.
O bloco leva multidões à Rio Branco nos dias de Carnaval, com uma bateria de 80 homens. Para não fugir à tradição, muitos dos foliões vão vestidos de índio, tomando conta de toda a avenida. Mas em 2012 Apaches, Carajás, Cura-Ressacas, Guerreiros, Tamoios e Xavantes vão brilhar no palco principal, o Sambódromo: o Cacique de Ramos é o enredo da Estação Primeira de Mangueira.
O samba da Mangueira exalta o bloco e lembra a rivalidade com o Bafo da Onça – “Era um nó na garganta ver o Bafo da Onça desfilar”, lembra versos de sucessos do Cacique e pretende levar muitas penas para a avenida. “Firma o batuque, quero sambar... Me leva! A Surdo Um faz festa! Esqueça a dor da vida... Caciqueando na avenida”.




















