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Dida Nascimento

por Viva Favela - 16/09/2011
Todas | RJ
Por Felipe Varanda | Laranjeiras | RJ

A Rua Aguapeí parece uma rua qualquer na Baixada Fluminense.  Mulheres fazendo unha e cabelo na calçada,  crianças correndo e churrasquinho temperando o ar.  Mas no número 197 funciona o Centro Cultural Donana, que transforma a rua em um ponto de efervescência na Baixada, por onde já passaram grandes nomes do reggae e rock nacionais.  Dida é o cabeludo responsável pelo som que faz Aguapeí ser única no mapa.  Ele nos recebe enquanto a casa era preparada para mais uma tarde musical e no meio da movimentação toda consegue serenidade para nos contar suas estórias.

Ficha Técnica
Personagem indicado por: Yasmin Thayná
Produção: Mariana Gago
Câmera e fotografia: Felipe Varanda
Fotografia Still: Felipe Varanda
Edição: Rogério Galalau
Direção: Rogério Galalau e Felipe Varanda
Argumento: Viva Favela e 2Palitos Multimídia
Correspondentes comunitários alunos das Oficinas do Periferas: Juliana Portella, Raquel Oliveira, Igor Costa, Fernando Mascote, Walter Mesquita, Marciano Rodrigues, Renato Oliveira, Frederico Araújo, George Araújo, Fabiana Oliveira.
Curadores: Maria Juçá, Mateus Aragão, Iuri Almeida e Silvio Essinger

 

Ao Vivo na Toca

Por Viva Favela | Todas | RJ

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Nação Híbrida

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Soldado de mim mesmo

 

Rua Aguapeí

Por Felipe Varanda | Laranjeiras | RJ



 


 


 


 


 


 


 


 

Donana

Por DaniGuedes | Vila Valqueire | RJ

O talento de Dida Nascimento foi cultivado no quintal da casa de seus pais, em Belford Roxo. O local, um centro cultural que reunia músicos e artistas nos intervalos de aulas de alfabetização para adultos, se tornou um marco para o movimento reggae na Baixada Fluminense, região onde, segundo Dida, o reggae surgiu naturalmente, a partir da influência da música nordestina.

“Tocava bateria na adolescência e comecei a fazer algumas melodias, mas não tinha noção de que era reggae”. A identificação veio quando sua banda, a KMD-5, estourou na Rádio Fluminense, em 1984. “As pessoas que tinham mais conhecimento nos identificaram como uma banda de reggae. Não tínhamos pretensão de fazer reggae como o da Jamaica, queríamos falar das dificuldades do bairro onde vivíamos”.

O Centro Cultural Donana passou então a ser uma referência para as bandas iniciantes. “De 87 a 89, quatorze grupos freqüentavam o estúdio que tínhamos no quintal, e fazíamos eventos que chegavam a reunir 10 mil pessoas na rua”, relembra Dida. “Nos anos 90, com a gravação do primeiro disco do Cidade Negra, vimos que o sonho podia se tornar real, que poderíamos melhorar a vida das nossas famílias”.

A banda de Dida mudou de formação e passou a se chamar Negril, lançando o primeiro álbum em 1996, e o segundo em 1999, este produzido por Herbert Vianna. O grupo se apresentou nos principais palcos do país, inclusive no Rock in Rio III. Mas o centro cultural fechou as portas, e ficou parado um longo tempo. Há dois anos, Dida decidiu retomar as atividades. “Estamos tentando reviver os velhos tempos”.

Hoje o Donana oferece aulas de violão, percussão, teoria musical, dança e capoeira, maculelê e samba de roda. Dida está se organizando para reunir bandas novamente no espaço e realizar eventos. “É isso que nos mantém vivos. Tantas pessoas talentosas passaram por aqui... É uma batalha e tenho muita vontade de proporcionar a novos músicos um caminho para trilhar suas carreiras”. 

Comentários

imagem de Viviane Oliveira

Muita vibe!!!!

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