Há 20 anos no mundo do funk, Grandmaster Raphael, disk jockey, sonoplasta e operador de áudio, acompanhou as mudanças do ritmo, tanto nas letras como no modo de fazer a discotecagem, e assimilou muitas delas. Em seu estúdio, o toca-discos – que ainda acompanha o dono em suas apresentações – se mistura agora ao MPC nas criações das novas músicas.
Mas a mudança não foi apenas nos instrumentos de trabalho – agora as letras que saem das caixas de som são bem diferentes das de 20 anos atrás. “Naquela época tinha um papo mais consciente, de não à violência, em compensação havia brigas nos bailes o tempo todo. Hoje em dia, infelizmente, o discurso não é legal, o texto não é maneiro, mas o baile é uma tranqüilidade, a galera só quer beber, se divertir”, afirma.
Para o DJ, os funks com letras políticas eram menos dançantes que os de hoje, que colocam os bailes para ferver. Mas as novas e velhas batidas acabam se misturando, nos computadores do Grandmaster Studio, em uma rua tranqüila de Vila Valqueire, subúrbio do Rio, e se espalham por toda a cidade.





















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