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Sistah C

por Viva Favela - 09/09/2011
Todas | RJ
Por Felipe Varanda | Laranjeiras | RJ

Chegamos a Parada de Lucas na expectativa de ver a Sistah C cantar em uma festa organizada pela comunidade. Festa não precisa ter motivo, mas essa tinha. A comemoração era a inauguração da iluminação da passarela sobre a linha do trem, feita com os próprios recursos dos moradores, que cansaram de esperar o governo.  

Tudo a ver com as idéias políticas da cantora. Enquanto a festa não começa, Sistah nos levou para um rolé na sua área. Fomos até a passarela, com ela cantando enquanto andava. Mais tarde caiu um temporal, e o evento foi cancelado. Valeu o show andante que a menina nos ofereceu.

Ficha Técnica
Personagem indicado por: Igor Costa (DJ Bola)
Produção: Mariana Gago
Câmera e fotografia: Felipe Varanda
Segunda Câmera: Igor Costa (DJ Bola)
Fotografia Still: Igor Costa (DJ Bola)
Edição: Rogério Galalau
Direção: Rogério Galalau e Felipe Varanda
Argumento: Viva Favela e 2Palitos Multimídia
Correspondentes comunitários alunos das Oficinas do Periferas: Juliana Portella, Raquel Oliveira, Igor Costa, Fernando Mascote, Walter Mesquita, Marciano Rodrigues, Renato Oliveira, Frederico Araújo, George Araújo, Fabiana Oliveira.
Curadores: Maria Juçá, Mateus Aragão, Iuri Almeida e Silvio Essinger

 

Voz de Sistah

Por Viva Favela | Todas | RJ

It look's like you don't have Adobe Flash Player installed. Get it now.

Flor de Maracujá

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N'atividade

 

De Lucas a Vigário

Por djbola | Chatuba da Penha | RJ



 


 


 


 


 


 


 


 

Música de Favela

Por DaniGuedes | Vila Valqueire | RJ

A entrevista com Sistah C começou com uma pergunta com a qual a repórter esperava ter elementos para definir a página do site destinada à artista, mas não propriamente tomar boa parte do texto com a resposta. Mas o diálogo mudou tudo. “Sistah, como você define seu estilo de música?” “Música de favela”.

“Canto todos os ritmos criados na favela. Ragga, hip hop, funk, canto de tudo, até samba. A favela, para mim, é a linguagem – tudo que eu falo qualquer pessoa de qualquer comunidade do Brasil vai entender”, explica Juliane Rodrigues, 21 anos, a Sistah C. Moradora de favela e trabalhando na favela – uma, Parada de Lucas, outra, Vigário Geral –, Sistah diz que suas letras mostram o cotidiano das comunidades, como na música em que conta que quer fazer uma laje na casa do namorado.

Ainda Juliane, fez um curso oferecido pelo Afroreggae em Parada de Lucas, e se tornou produtora do programa de rádio; começou a se envolver com a música, fez novos contatos, e se tornou Sistah C. “Comecei a fazer mais rimas, e entraram pessoas no meu caminho que tinham consciência de que havia poucas meninas neste ramo. Hoje sou a única menina que faz shows, festas, que tem músicas prontas. E o retorno é muito grande”.

Sistah C hoje trabalha no estúdio do Afroreggae como monitora do curso de formação de novos DJs, e do primeiro show na Prainha, favela de Duque de Caxias, passou por Amarelinho, Gambá, Chapéu Mangueira, entre outras comunidades, abrindo espaço na Zona Sul e Zona Oeste, com um público diferente. “Se tiver uma pessoa interessada, eu já estou dando o meu recado”.

“E qual o seu recado?” “Tento passar uma mensagem de positividade, não sendo muito pessoal, porque quero que tanto a mulher quanto o homem se identifique com o que estou dizendo. O mundão está difícil, mas temos que ter perseverança. Falo de política, mas não de uma política chata. A minha música é para o povão que trabalhou a semana toda e só quer saber de se divertir ali”, conclui, com uma gargalhada do outro lado da linha.     

Comentários

imagem de Sérgio da Silva

A moça é um encanto da cara ao canto.

imagem de jessicabalbino

Muito legal a matéria. Conheci a Sistah C o ano passado durante o encontro do Hip-Hop Mulher e passamos um rolê mto louco juntas. Foi bem interessante conhecer alguém assim, tão multicultural e que hoje, um ano depois, continua evoluindo e fazendo algo ainda melhor.

Parabéns pela iniciativa das matérias

 

 

imagem de Marvin Sandom

Muito boa matéria. Eu lembro que nesse dia, eu queria até ir nessa festa pra fazer umas fotos e divulgar no site do Afro, mas não deu. Lembro também de tentar falar com um mano meu lá de Lucas que está fazendo Rap de gente grande, mas não consegui também. rsrsrs

Me amarrei no vídeo. Valeu Cobrex!

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