Zé da Onça nasceu Ivo Amaral, em 1936, em Garanhuns, Pernambuco. Foi para São Paulo aos 18 anos em busca da irmã, não a achou, e veio para o Rio de Janeiro. Passou oito dias na calçada em frente à Central do Brasil, refugiando-se no Campo de Santana, depois no Miguel Couto, em albergues, e finalmente foi parar na Rocinha. Comprou uma sanfona véia e começou a tocar nas praças do Rio, sendo levado a São Cristóvão, onde se tornou um dos fundadores da Feira dos Nordestinos.
“Sofri muito quando cheguei ao Rio. Depois vi a Feira se transformar em um ponto de encontro dos nordestinos. Todos que vêm do Nordeste sabem que seus amigos estão lá”, afirma Zé, o primeiro sanfoneiro da Feira de São Cristóvão. Ao lado do orgulho de ter tocado oito anos ao lado de Luiz Gonzaga, em Botafogo, vem a paixão pela feira, primeiro “lá fora”, como ele diz, e a partir de 2003 no Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas, onde se apresenta com seu trio, “Zé da Onça e sua Gente”.
Sua gente, mesmo, já que o trio se completa com seus dois filhos, Ivone Amaral, voz e triângulo, e Aluizio Amaral, na sanfona. Mas ainda tem espaço para a zabumba de Zé Buchudo, concluindo a formação tradicional do forró - sanfona, triângulo e zabumba –, um dos motivos pelos quais é grupo é apontado pelos apreciadores da cultura nordestina como um dos baluartes do autêntico forró em atuação no Rio.
“Ninguém me tira da feira. Vou ficar lá até morrer, não estou fazendo nada de mais, incomodando ninguém. Quando eu estou ali, me sinto feliz, qualquer dor que sinto, passa todinha, eu bebo a minha cervejinha, e passa tudo”, afirma Zé, de sorriso largo no rosto.























Zé Da Onda , Grande Forrozeiro ... Aqui em São Cristovão Todos sabem quem Zé da Onça e seu Acordeon ....
Merece Respeito ...