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# 04
Janeiro 2011
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Literatura na periferia

Amigos, lhes apresento a quarta edição da Revista Multimídia Viva Favela, sobre literatura periférica, da qual fui editor convidado. O processo de criação foi bacana e me alegra saber que a literatura está em várias quebradas pelo país. Sou um dos escritores que primeiro rompeu a barreira do editar, mas observem...

Curadoria:
Alessandro Buzo
13
Votos

Páginas da Periferia: uma conversa afinada sobre literatura

por Bárbara Rodrigues - 02/12/2010
Cachambi | RJ

Por Bárbara Rodrigues

A literatura é a arte de criar histórias casando vogais e consoantes para provocar reações de amor, ódio, espanto e curiosidade. Quem nunca identificou-se com uma frase no muro das travessas urbanas, a letra de uma música inspirando reflexão e até mesmo pensou que um autor escreveu um livro para você? O ato de ler aproxima o homem de uma nova realidade, criando um diálogo entre o leitor e o texto, abrindo as portas para um conhecimento infinito de possibilidades. Mas, infelizmente apenas ler não é o suficiente. É preciso coragem e também tornar-se um produtor de conhecimento para transformar uma simples experiência de vida em uma grande história. Foi com esse pensamento encorajador que o cineasta e escritor Marcus Faustini lançou seu primeiro livro apresentando um guia afetivo sobre a vida cotidiana de um jovem da periferia pela cidade do Rio de Janeiro.

 

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Comentários

imagem de Bárbara Rodrigues

Vivi, você está certíssima. Realmente a mídia tradicional não sabe o que está perdendo ao não mostrar os grandes artistas das periferias. Marcus Faustini é um dos grandes nomes desse cenário e tem uma forma muito única de contar suas histórias. Ele é crítico, engraçado e muito culto. Um grande exemplo para muitos jovens de comunidades carentes. Vale muito a pena ler o livro dele!  Recomendo a todos que buscam um pouco de inspiração para começar a escrever alguma coisa. Tenho certeza que quando começar,  não vai querer parar.  Só lendo o livro para conhecer o lado guerreiro desse grande homem, de quem me tornei fã. Não vejo a hora de sair o próximo livro dele.

imagem de Viviane Oliveira

Bárbara, Adorei o bate-papo entre você e o Marcus Fautini. Cada vez mais os jovens das favelas e perfiferias mostram o que são capazes de fazer. Favela não é lugar só da violência. Uma pena que não exista interesse da grande mídia em fazer uma cobertura especial sobre a arte, literatura, música, memória, entre muitas outras coisas legais que as favelas oferecem.

Mais uma vez você está de parabéns!

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